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Grandes histórias nunca ficam restritas às páginas de um livro. Quando encontram as telas do cinema, da televisão ou do streaming, ganham novos rostos, cenários e interpretações. E, quando essas narrativas nascem da escrita de mulheres, preservam a força de vozes que transformaram a literatura ao abordar identidade, liberdade, amor, violência, memória e resistência.

Elena Ferrante: quando a literatura encontra a tela

Poucas escritoras contemporâneas despertam tanta curiosidade quanto Elena Ferrante. Cercada pelo anonimato e conhecida apenas por seu pseudônimo, a autora italiana transformou relações femininas, maternidade, identidade e as contradições da vida cotidiana em matéria-prima para uma literatura de rara intensidade.

A Amiga Genial

Mais do que uma história sobre amizade, A Amiga Genial é um retrato da formação de duas mulheres em uma Nápoles marcada por violência, desigualdade e transformações sociais. A adaptação da HBO preservou a atmosfera do pós-guerra e a delicadeza na construção das personagens.

A Filha Perdida

Em A Filha Perdida, Ferrante constrói um romance breve e profundamente psicológico sobre maternidade, culpa e individualidade. A obra ganhou adaptação para o cinema dirigida por Maggie Gyllenhaal e protagonizada por Olivia Colman.

Isabel Allende e o clássico que atravessa gerações

Publicado em 1982, A Casa dos Espíritos mistura memória, política, realismo mágico e drama familiar. A trajetória da família Trueba atravessou décadas e diferentes linguagens, reafirmando a potência da narrativa criada por Isabel Allende.

Conteúdo selecionado da Edição 01 · Setembro 2026 da Revista Resenha.